quarta-feira, 1 de julho de 2009

Batatinha quando nasce

BATATINHA QUANDO NASCE

Eu nunca fora muito bom com as palavras. Naquela hora não conseguia imaginar qualquer verso que não se assemelhace a uma magnífica rima infantil. Expressar o que eu estava sentindo estava virando tão complicado quanto uma fórmula de Química Orgânica. Valha-me, Deus. Levantei-me de minha cama fria e fui para a sacada - me castigando no inverno curitibano. Na verdade o frio já não me atingia. A lua oscilava o seu brilho entre o nevoeiro, e a rua era silenciosa, vazia. Apenas o barulho do cão sem dono procurando comida em uma lata de lixo entrava em meus ouvidos. Insônia? Mal sabia que horas eram. Dei minha última súplica: ó, flor do lácio, me presenteie com o mais belo perfume de seu buquê, para que eu possa, sem exitar, encantar o meu amor. Venha logo, inspiração. Preciso descansar.

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